A cura através das escolhas

“De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que estamos sempre começando, a certeza de que é preciso continuar e a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro”.

Fernando Sabino

De uma maneira geral e quase instintiva, buscamos um estado de harmonia em várias dimensões: dentro de nós mesmos, na relação com outras pessoas, sejam familiares, amigos e colegas, no ambiente e, trazendo para uma realidade mais próxima, uma harmonia com a carreira escolhida.

Essa harmonia é um dos fatores responsáveis por uma vida saudável, entendendo-se que:

“Saúde e cura são o mesmo movimento. A cura é uma freqüência em movimentos contínuos. Nossa lição é aprender a sintonizar e sustentar esse alinhamento”.

(SHANAYTÁ, Ramy. Ará Poá A Luz da Cura, 2006.)

Sendo assim, sustentar a saúde é sustentar a cura e, para isso, há necessidade de uma profunda atenção nas escolhas que são feitas.

Nesse artigo, o foco são as escolhas profissionais, mais especificamente as relacionadas à carreira, sempre tão discutidas e responsabilizadas pela felicidade / infelicidade, sucesso / insucesso, cura / doença da maioria das pessoas.

Carreira é um caminho por onde decidimos seguir e envolve um olhar sistêmico em direção a vários aspectos da vida. O olhar fragmentado da ambição pode nos levar a escolhas desastrosas, assim como o olhar fragmentado do altruísmo ou do amor à família também. Com isso quero dizer que carreira pressupõe um olhar amplo em relação à vida, onde se reúnem todos os aspectos que consideramos importantes, como por exemplo família, amigos, espiritualidade, atividades de lazer e esportivas, competências, fraquezas, oportunidades de melhoria, sonhos, missão de vida etc.

A partir desse ponto de reunião (ARANY, Ramy) pode-se começar a delinear os grandes objetivos que temos nas várias áreas da vida: social, pessoal, familiar, espiritual de maneira conectada, sem permitir que os objetivos prejudiquem nosso equilíbrio e, portanto, nossa saúde.

Exemplificando, se considero família muito importante, meus objetivos devem contemplar esse aspecto. Não posso traçar um objetivo profissional que prejudique minha vida familiar e assim por diante. Por outro lado, não posso traçar um objetivo familiar que prejudique a vida profissional e assim devo fazer com cada área da vida.

Essa harmonia precisa ser buscada e construída, daí o cuidado nas escolhas, sendo que a mais importante e talvez a mais esquecida é a que traz um real significado – aquela que chamamos de missão de vida – algo que justifica nossa existência.

No próximo post, vamos explicar porque essa escolha é difícil. Aguarde!

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