Liderança como fator competitivo – parte 3

Acho muito interessante abordar os arquétipos, que muitas vezes são esquecidos, mas que são formas poderosas de chegar às pessoas e trabalhar com elas. Hoje nós continuamos falando sobre a liderança como fator competitivo e o papel do líder em uma organização.

Esse líder, defensor de uma causa, comprometido e entusiasmado, encarna os arquétipos do visionário e do guerreiro, trazidos por Angeles Arrien, no livro Caminho Quádruplo. O filme Coração Valente mostra de forma bastante brilhante, na figura de Willian Wallace a causa a ser seguida, seu comprometimento e, ao descer do cavalo, o guerreiro assume o que precisa ser feito ao lado dos outros companheiros de batalha.

Esses dois arquétipos (visionário e guerreiro) são complementados pelos de curandeiro e mestre, que trazem ao líder a responsabilidade de curar e ensinar, em reconhecer as dores e dificuldades e ter a paciência para, em doses homeopáticas, trabalhá-las.

Assim, no papel de curandeiro e mestre, apresenta-se o terceiro fator fundamental para a liderança – o desenvolvimento de pessoas, um dos fatores geradores e impulsionadores da sustentabilidade e continuidade dos negócios, O líder que desenvolve é o líder que libera e liberta o potencial das pessoas, é o que desperta e acredita nos talentos, e com isso garante que os conhecimentos e as habilidades dêem vida aos resultados e perpetuem os sucessos.

Outra parada para reflexão se faz necessária – como desenvolver pessoas se o tempo, ou melhor, a falta dele é o grande vilão dessa história? Se nessa sociedade líquida, como nos diz Bauman, o olhar é fragmentado e individualista? Onde o tempo é focado e dirigido aos resultados buscados de forma frenética e por vezes impensada?

De novo cabe à liderança quebrar paradigmas, ou talvez buscar, resgatar um dos mais importantes papéis, o verdadeiro papel do mestre, que olha para a individualidade de cada ser, deixa de lado o ego e a prepotência, retoma a compaixão e a humildade como ferramentas que possibilitam o ensinar e o aprender. É quando o líder permite ser transformado e transformar, quando vai além dos seus próprios medos e limitações e cumpre seu papel de formador, de coach, que não se furta do tão temido feedback, o que nos transporta para o quarto fator – a comunicação.

Comunicar-se com os liderados ainda é uma grande dificuldade para muitos líderes. Podemos dizer que a comunicação é um dos grandes desafios da humanidade. É por ela que passam nossas maiores angústias, nossos maiores conflitos, nossas maiores resistências. O que se fala não é exatamente o que se quer falar, o que se escuta está longe de ser o que foi falado e, às vezes, apenas a tentativa de falar o que se pensa e se sente já é uma tarefa quase impossível. E quando se passa por todas essas dificuldades, fala-se e nada acontece. Aí, a frustração e o descrédito tomam conta, seja de líder, seja de liderados e encontramos terreno fértil para os conflitos.

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